Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Procellariiformes
Família: Procellariidae
 Leach, 1820
Espécie: M. giganteus

Nome Científico

Macronectes giganteus
(Gmelin, 1789)

Nome em Inglês

Southern Giant-Petrel


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Petrel-gigante

O petrel-gigante é uma ave procellariiforme da família Procellariidae. A população global é estimada em 31 mil pares no início da década de 1990, correspondendo a um declínio de 18% em uma década. A espécie é considerada globalmente Vulnerável (VU, critérios A1a,b,d,e; A2b,d,e) e listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) makros = grande; e nëktës, nëkhö = nadador, nadar; e do (latim) gigantea, giganteus, gigas = gigantesco, gigante. ⇒ (Pássaro) gigantesco, grande nadador.

Características

Esta espécie apresenta notável polimorfismo (diferentes formas) na coloração da plumagem, passando por complexas mudanças conforme envelhece. A maior parte dos indivíduos observados no Brasil é de jovens com coloração marrom ou fuligem, daí o nome dado pelos pescadores (“urubu”), mas também há registros de exemplares brancos.
É um petrel grande, com um bico enorme. Apresenta duas plumagens distintas, uma branca e outra escura.
O morfo branco é inconfundível, com sua plumagem branca, manchada por esparsas penas escuras. Quando juvenil, não apresenta plumagem distinta. Todas as idades apresentam íris na coloração marrom escuro.
O adulto morfo escuro apresenta a cabeça, pescoço e peito superior com diferentes quantidades de branco, ficando cada vez mais claro com a idade. O restante da sua plumagem é manchada de marrom-acinzentado, com penas mais pálidas ao longo da borda de asa. Bases pálidas para a parte inferior das primárias internas. Os olhos apresentam íris de coloração cinza pálido ou esbranquiçada. Todas as idades apresentam o bico amarelado com a ponta do bico na coloração verde pálido. O juvenil de morfo escuro tem coloração distinta da coloração do adulto. Eles apresentam coloração marrom-fuligem escura ou preta que a cada troca de plumagem fica mais pálida, o que ocorre anualmente. A íris dos imaturos é marrom escura.
Os machos são significantemente maiores que as fêmeas, com envergaduras entre 2,1 a 2,4 metros (fêmeas entre 1,80 a 1,83 metros) e pesando uma média de 5 quilogramas os machos, contra 3,8 quilogramas para as fêmeas. Bico excepcionalmente grosso e alto na base, com túbulos nasais muito compridos, estendendo-se sobre todo culminicórnio, com coloração amarela e a ponta esverdeada. Há considerável variação em medidas e coloração entre aves de diferentes localidades, e as populações da Ilha Gough (ao sul do Arquipélago de Tristão da Cunha) e das Ilhas Malvinas/Falklands apresentam características próprias e tem sido consideradas uma forma distinta (Macronectes giganteus solanderi).
Distingue-se do petrel-gigante-do-norte Macronectes halli (que também ocorre no Brasil) pela ponta do bico esverdeada (avermelhada no Petrel-gigante-do-norte).

Subespécies

Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).

Alimentação

Estes petréis são predadores de outros vertebrados e carcaças de aves e mamíferos marinhos são avidamente consumidas. É o única espécie da Ordem dos Procellariiformes a ocupar preferencialmente o nicho de predador e necrófago de mamíferos e aves, e um dos poucos a mostrar agilidade em terra. Nas Ilhas Geórgia do Sul pinguins são um item importante da dieta durante a reprodução (62 a 89% da massa consumida), assim como outros alimentos (especialmente petréis menores, krill, lobos marinhos, lulas e peixes).Acompanha barcos de pesca.

Reprodução

A nidificação começa em outubro em ilhas de alguns arquipélagos austrais (como Ilhas Auckland e Campbell, Ilha Gough, ao sul do Arquipélago de Tristão da Cunha, Ilhas Malvinas/Falklands, Ilhas Geórgia do Sul), formando colônias dispersas de até trezentos casais. A incubação de seu único ovo dura de 55 a 66 dias e os filhotes deixam o ninho com 104 a 132 dias, quando pesam 1,3 vezes mais que um adulto. A maturidade sexual é atingida aos 6 ou 7 anos de idade e a expectativa de vida é de mais 9,5 anos.

Hábitos

Vive nas águas frias do hemisfério sul. Quando apanhadas ou ameaçadas costuma vomitar o conteúdo estomacal fedorento, podendo o jato alcançar até 2 metros de distância. Segue embarcações habitualmente. Segundo Harrison (2003) é “vigarista combativo, desajeitado e rude, tanto em terra como no mar”, provavelmete se referindo ao comportamento da espécie na hora de obter seu alimento.

Distribuição Geográfica

VS ( Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos ). Encontrado em toda região circumpolar antártica. Durante o inverno austral, alcança a costa brasileira até o Trópico de Capricórnio, sendo comum no Rio Grande do Sul, mas pode alcançar até São Paulo e Rio de Janeiro.

Status de conservação: VU ( IUCN ); listada no Apêndice II da Convenção de Espécies Migratórias (CMS).

Referências

Consulta bibliográfica sobre subespécies:

Galeria de Fotos